Londrina
19°C

Rua Senador Souza Naves, 410 – Loja 01

   |  

   |  

Rua Senador Souza Naves, 410 – Loja 01
   |   

Imagine entrar em uma loja, escolher o que deseja comprar e, na hora de pagar, não precisar tirar o celular do bolso, procurar o cartão ou digitar uma senha. Basta aproximar a palma da mão de uma máquina para que o sistema reconheça sua identidade e autorize a transação.

Essa tecnologia já deixou de ser apenas uma ideia futurista. Uma solução desenvolvida a partir da parceria entre a brasileira Positivo Tecnologia e a chinesa Tencent Cloud utiliza biometria da palma da mão para identificar usuários e permitir pagamentos digitais.

A proposta chama atenção principalmente porque pode representar uma nova etapa na evolução dos pagamentos eletrônicos. Depois de cartões com aproximação, carteiras digitais e Pix, a própria mão pode se transformar em uma espécie de “chave” para autenticação.

O conceito ainda está em fase de expansão no Brasil, mas os primeiros testes e demonstrações mostram que a tecnologia pode ter aplicações que vão muito além de pagar uma compra.

Como funciona o pagamento com a palma da mão?

O sistema utiliza diferentes sensores para analisar características da mão do usuário.

Em vez de simplesmente fotografar a palma, o equipamento combina imagens convencionais com tecnologia infravermelha para identificar características externas e internas da mão.

A câmera RGB registra elementos visíveis da palma, enquanto o sensor infravermelho consegue identificar o padrão vascular existente abaixo da pele.

Essa combinação cria uma espécie de assinatura biométrica individual.

O princípio é semelhante ao de outras tecnologias biométricas, como impressão digital e reconhecimento facial, mas existe uma diferença importante: boa parte das informações utilizadas pela solução está relacionada a características internas da mão.

Segundo informações divulgadas sobre a tecnologia, o processo de identificação pode acontecer em aproximadamente 500 milissegundos, permitindo que a autenticação seja feita rapidamente durante uma compra.

Na prática, o processo pode ser resumido em três etapas:

  1. O usuário cadastra previamente sua biometria.
  2. A palma da mão é aproximada do terminal.
  3. O sistema compara os dados capturados com o cadastro e autoriza a operação vinculada ao meio de pagamento.

A ideia é eliminar várias etapas que atualmente fazem parte de uma compra tradicional.

A palma da mão pode substituir o cartão?

Essa é justamente uma das possibilidades que mais chamam atenção.

Atualmente, o consumidor pode pagar utilizando cartão físico, celular, smartwatch ou Pix. Em todos esses casos, existe algum dispositivo ou elemento externo envolvido na transação.

Com a biometria da palma, a proposta é utilizar uma característica do próprio corpo para realizar a autenticação.

A tecnologia apresentada pela Positivo pode trabalhar com diferentes modalidades de pagamento, incluindo crédito, débito e Pix.

Isso significa que, em um cenário de ampla adoção, uma pessoa poderia sair de casa sem carteira e até mesmo sem celular e ainda conseguir realizar determinadas compras.

É justamente por isso que o conceito ganhou força: ele não representa apenas uma nova forma de pagar, mas uma mudança na maneira como o usuário interage com os sistemas digitais.

E o celular, fica de fora?

O avanço da biometria pode alterar o papel que o smartphone exerce atualmente nos pagamentos.

O celular se tornou uma verdadeira carteira digital. Aplicativos bancários, carteiras digitais, Pix, cartões virtuais e sistemas de aproximação transformaram o aparelho em uma ferramenta indispensável para muitas operações.

A biometria da palma propõe uma experiência diferente.

Em vez de depender do smartphone para provar quem é o usuário, a própria característica biométrica pode cumprir essa função.

Isso não significa que o celular esteja prestes a desaparecer.

Smartphones continuam sendo necessários para inúmeras tarefas, como comunicação, internet, aplicativos, autenticação, trabalho, entretenimento e acesso a serviços.

A mudança estaria principalmente na possibilidade de realizar determinadas operações sem precisar carregar o aparelho durante todo o tempo.

Para quem trabalha com tecnologia, esse movimento é especialmente interessante porque mostra uma tendência importante: cada vez mais funções digitais estão migrando do dispositivo para a identidade do usuário.

O que existe dentro da máquina?

A aparência de uma operação simples esconde uma quantidade significativa de tecnologia.

O terminal precisa capturar a palma da mão, analisar os dados obtidos pelos sensores, identificar padrões biométricos e realizar a autenticação.

No caso da solução apresentada pela Positivo e Tencent, a leitura combina câmeras RGB e infravermelho.

O infravermelho é importante porque permite analisar características que não estão simplesmente disponíveis em uma fotografia convencional da mão.

Existe ainda uma etapa relacionada à verificação de que a mão apresentada pertence a uma pessoa real. A utilização de sensores e diferentes fontes de informação ajuda o sistema a dificultar tentativas de fraude.

É uma evolução interessante em relação a métodos biométricos baseados apenas em características que podem ser fotografadas.

Por que a biometria vascular é considerada diferente?

A impressão digital, por exemplo, está localizada na superfície dos dedos.

O rosto também pode ser capturado por uma câmera comum.

Já a biometria vascular utiliza características relacionadas à estrutura interna do corpo.

Isso cria uma camada adicional de proteção.

Uma fotografia da mão não reproduz simplesmente o padrão de vasos sanguíneos que o sensor infravermelho consegue identificar.

Além disso, a combinação de diferentes sensores permite que o sistema não dependa exclusivamente de uma única característica.

Entretanto, isso não significa que qualquer sistema biométrico seja automaticamente invulnerável.

Nenhuma tecnologia conectada a sistemas digitais deve ser considerada absolutamente imune a fraudes.

A segurança depende de todo o ecossistema: sensores, software, criptografia, servidores, bancos, terminais, sistemas de pagamento e políticas de proteção de dados.

A tecnologia também pode ser usada além dos pagamentos

O pagamento é apenas uma das possibilidades.

A mesma identificação pode ser utilizada para confirmar a identidade de uma pessoa em diferentes situações.

Entre as aplicações possíveis estão:

  • Controle de acesso;
  • Identificação de clientes;
  • Programas de fidelidade;
  • Entrada em eventos;
  • Academias;
  • Ambientes corporativos;
  • Sistemas de autenticação;
  • Serviços que exigem identificação biométrica.

Essa possibilidade ajuda a explicar por que a tecnologia pode ser mais importante do que simplesmente criar uma nova maneira de pagar.

A palma da mão pode funcionar como uma forma de autenticação para diferentes serviços.

Imagine, por exemplo, uma academia na qual o cliente não precisa apresentar cartão ou celular para entrar. O terminal reconhece sua mão e libera o acesso.

Em um evento, o mesmo princípio poderia ser utilizado para validar a entrada.

No varejo, a biometria poderia identificar o consumidor e, posteriormente, autorizar o pagamento.

Tudo isso depende, obviamente, da adoção da tecnologia pelas empresas e da aceitação dos consumidores.

O grande desafio está na privacidade

Existe, porém, uma questão que merece tanta atenção quanto a tecnologia: o que acontece com os dados biométricos do usuário?

Uma senha pode ser alterada.

Um cartão pode ser bloqueado.

Um celular pode ser substituído.

Uma característica biométrica é diferente.

A palma da mão faz parte do próprio indivíduo.

Por isso, qualquer sistema que trabalhe com biometria precisa ter mecanismos robustos de proteção dos dados.

É fundamental saber como essas informações são armazenadas, onde ficam os dados, quem pode acessá-los, durante quanto tempo eles são mantidos e para quais finalidades podem ser utilizados.

No Brasil, informações biométricas são consideradas dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Isso torna a discussão sobre privacidade ainda mais importante à medida que novas formas de identificação biométrica chegam ao cotidiano.

A conveniência de simplesmente aproximar a mão de uma máquina não pode ser analisada separadamente da segurança das informações utilizadas para que isso aconteça.

Um detalhe importante: o consumidor precisa aceitar a tecnologia

Mesmo que o equipamento seja rápido e seguro, existe outro obstáculo: a adoção.

O usuário precisa confiar no sistema.

Isso já aconteceu com outras tecnologias.

Quando os pagamentos por aproximação começaram a se popularizar, muitos consumidores tinham receio de aproximar o cartão da máquina.

O mesmo ocorreu com pagamentos pelo celular.

Com o tempo, a familiaridade aumentou e essas soluções passaram a fazer parte da rotina.

A biometria da palma pode seguir caminho semelhante.

No entanto, existe uma diferença psicológica importante.

Dessa vez, o usuário não está simplesmente aproximando um cartão ou aparelho.

Ele está utilizando uma característica física como identificação.

Isso pode gerar dúvidas sobre privacidade e segurança.

Por isso, transparência será fundamental para que a tecnologia consiga conquistar espaço.

A tecnologia ainda precisa superar desafios no varejo

Outro ponto importante é o custo e a infraestrutura necessária.

Para que o pagamento pela palma da mão se torne comum, não basta desenvolver uma máquina capaz de reconhecer o usuário.

É necessário que bancos, empresas de pagamento, varejistas e outros participantes do ecossistema estejam preparados para trabalhar com a tecnologia.

Também é preciso substituir ou atualizar equipamentos existentes.

Esse processo pode ser mais lento do que o desenvolvimento tecnológico.

Uma análise publicada pelo UOL Tilt destacou justamente que a adoção no varejo pode encontrar obstáculos relacionados ao custo dos equipamentos e à necessidade de criar uma infraestrutura capaz de trabalhar com os dados biométricos.

Isso ajuda a colocar a novidade em perspectiva.

A tecnologia pode funcionar muito bem em uma demonstração, mas transformar uma inovação em algo utilizado por milhões de pessoas exige uma cadeia inteira funcionando em conjunto.

O Brasil é um terreno fértil para esse tipo de tecnologia

O país já possui uma das maiores experiências mundiais com pagamentos digitais.

O Pix transformou rapidamente a maneira como brasileiros transferem dinheiro e pagam produtos e serviços.

Segundo a própria Tencent, o Brasil possui mais de 200 milhões de usuários registrados no ecossistema Pix, o que demonstra o tamanho do mercado potencial para novas formas de autenticação.

Por isso, não é difícil entender o interesse das empresas.

O consumidor brasileiro já está acostumado com pagamentos instantâneos.

Agora, a próxima etapa pode ser eliminar algumas das interfaces utilizadas para iniciar uma transação.

Primeiro vieram dinheiro e cartão.

Depois surgiram cartões por aproximação e carteiras digitais.

O Pix reduziu ainda mais o atrito.

A biometria pode levar esse processo para outro nível: em determinadas situações, o próprio corpo passa a funcionar como mecanismo de autenticação.

E se a mão virar a nova “senha”?

Essa talvez seja a consequência mais interessante dessa tecnologia.

Durante décadas, nossa relação com os computadores foi baseada em senhas.

Depois vieram cartões, tokens, códigos enviados por SMS e aplicativos autenticadores.

A biometria trouxe outra possibilidade: provar quem somos utilizando características do próprio corpo.

Hoje já usamos rosto e impressão digital para desbloquear smartphones.

A palma da mão representa uma extensão dessa tendência.

O que está acontecendo, portanto, não é apenas a criação de uma nova máquina de pagamento.

Estamos caminhando para um cenário em que a identidade digital pode ficar cada vez mais ligada à biometria.

Isso pode tornar determinadas tarefas mais rápidas, mas também aumenta a responsabilidade das empresas responsáveis pelo armazenamento e processamento dessas informações.

Quando a tecnologia deve chegar ao consumidor?

A solução apresentada pela Positivo e Tencent ainda está em processo de expansão no mercado brasileiro.

Informações divulgadas em julho apontam para testes no país e para uma estratégia de entrada inicialmente voltada ao varejo, incluindo possibilidades de identificação de consumidores e utilização posterior para pagamentos.

Ou seja, não significa que o consumidor brasileiro já possa chegar a qualquer loja e pagar utilizando a palma da mão.

A adoção deverá acontecer gradualmente.

Primeiro será necessário testar a tecnologia em situações reais, avaliar a experiência dos consumidores, integrar os sistemas de pagamento e analisar questões relacionadas à segurança e privacidade.

O que muda para quem usa notebook e outros dispositivos?

Para um site especializado em tecnologia como o NotebookService, essa novidade também revela uma transformação maior no mercado.

Durante muitos anos, o computador era o principal ponto de acesso ao mundo digital.

Depois, os smartphones assumiram grande parte dessa função.

Agora, diversos serviços estão sendo projetados para funcionar com menos interação com telas e dispositivos.

Pagamentos por aproximação, comandos por voz, reconhecimento facial, biometria e dispositivos vestíveis fazem parte dessa mudança.

O usuário continua conectado, mas nem sempre precisa carregar um computador ou smartphone para realizar determinadas tarefas.

Isso não significa o fim dos notebooks.

Muito pelo contrário.

Computadores continuam fundamentais para produtividade, estudos, criação de conteúdo, programação, trabalho profissional e inúmeras outras atividades.

Mas o ecossistema tecnológico ao redor deles está mudando.

E acompanhar essas mudanças é importante para entender para onde o mercado está caminhando.

O futuro pode ser cada vez mais sem dispositivos

A ideia de pagar usando a palma da mão parece futurista, mas segue uma tendência que já está acontecendo.

A tecnologia está tentando remover etapas da interação entre pessoa e máquina.

Primeiro reduzimos o número de cliques.

Depois eliminamos a necessidade de inserir cartão.

Agora podemos eliminar até mesmo a necessidade de apresentar um dispositivo.

No futuro, outras formas de identificação podem surgir.

Voz, comportamento, características biométricas e dispositivos vestíveis podem trabalhar juntos para determinar quem é o usuário e qual operação ele está autorizado a realizar.

A grande questão não será apenas se a tecnologia funciona.

Será saber se as pessoas confiam nela o suficiente para utilizá-la no dia a dia.

Afinal, vamos pagar com a palma da mão?

É possível que sim, mas ainda é cedo para afirmar que a tecnologia substituirá cartões e celulares em larga escala.

A solução da Positivo e Tencent mostra que a infraestrutura técnica já está avançando e que o conceito pode ser aplicado ao mercado brasileiro.

O próximo desafio será transformar essa demonstração tecnológica em uma experiência acessível, segura e conveniente para milhões de consumidores.

Se a adoção acontecer, poderemos olhar para os atuais cartões físicos e lembrar que eles representaram apenas uma etapa da evolução dos pagamentos.

Depois do dinheiro, cartão, aproximação, celular e Pix, talvez a próxima “carteira” seja algo que ninguém precisa carregar.

A própria mão.

E essa mudança pode ser apenas o começo de uma transformação ainda maior na maneira como nossa identidade se conecta aos dispositivos e serviços digitais.

WhatsApp
Facebook
Email

NotebookService

A Notebook Service atua há 27 anos em Londrina oferecendo manutenção especializada em notebooks de todas as marcas. Realizamos troca de tela, teclado, SSD, memória, limpeza preventiva, reparo eletrônico e recuperação de desempenho.

Newsletter

Assine nossa newsletter para receber informações atualizadas, notícias e insights gratuitos.

Tem alguma dúvida? Ligue hoje mesmo!

ATENDIMENTO AO CLIENTE